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Poiesis como erotismo (BATAILLE)

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  BATAILLE, George. Erotismo . Me interessa utilizar esse conceito de erotismo como pulsão de morte do indivíduo querendo se unir ao todo, ao coletivo. A poiesis seria uma forma erótica de entrega completa do criador a sua criação. Quando essa criação é coletiva isso fica mais evidente, mas mesmo quando fazemos um solo ela ainda é uma forma de se perder no todo e, portanto, morrer egoicamente. Episódio sobre o Erotismo de Bataille do podcast "Imersão Profunda"

Poiesis e o devir anti-estruturalista de Derrida

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  Não sei qual é o livro... Ouvi um podcast sobre Derrida em que resumem a sua teoria anti-estruturalista em que o mundo não teria um eixo, fundamento, verdade fixa e universal imutável, mas sim que toda a produção de conhecimento é uma prática dentro de um jogo de significados. Gerar conhecimento, nas ciências humanas é jogar esse jogo. Podemos jogá-lo conscientemente ou não. E também podemos jogá-lo tristemente pela falta de uma "pureza" universal, ou então podemos jogá-lo aceitando de bom grado que é tudo um simples jogo. Este último caso é o que propunha Nietzshe: entregar-se alegremente ao devir do mundo. Entregar-se ao devir é basicamente o que é a poiesis  no meu entendimento. Episódio sobre Derrida do podcast "Imersão Profunda"

Estudo de Rizoma de DELEUSE & E GUATARRI para uma poiesis integrada

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DELEUSE, Gilles & GUATARRI, Félix. Mil Platôs . Vol I. São Paulo: Editora 34, 2011.  "Não há diferênça entre aquilo que um livro fala e a maneira como é feito." (p.18) "A raiz pivotante não compreende a multiplicidade mais do que o conseguido pela raiz dicotômica" (p.20) {Deleuze usa uma metáfora das raízes para exemplificar sua teoria epistemológica. A raiz dicotômica equivale ao princípio dialético Hegeliano, a raiz pivotante considera mais possibilidades, mas todas voltadas para um eixo central. Mais adiante ele propõe a raiz rizomática que, segundo ele, realmente compreende a multiplicidade pela ausência de um ramo centralizador} "Não basta dizer Viva o múltiplo (...). É preciso fazer o multiplo, não acrescentando sempre uma dimensão superior, mas ao contrário, da maneira simples, com força de sobriedade, no nível das dimensões de que se dispõe, sempre n-1 (é somente assim que o uno faz parte do múltiplo, estando sempre subtraído dele). Subtrair o ún...

Episteme oraliturizada em meu corpo e os eixos paradigmáticos da pesquisa

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    Em, Performances do tempo espiralar: poéticas do corpo-tela  Leda Maria Martins defende a oralidade como produtora de um conhecimento epistémico que escapa à forma escrita de transmissão de conhecimento historicamente priorizada pelo Ocidente. Ela cunha o termo oralitura  como uma forma de expressar o conhecimento inscrito nos movimentos, falas, cantos, experiências e vivências do corpo. Um conhecimento impossível de ser transmitido integralmente em palavras escritas sem perder grande parte dos seus fundamentos e que, para ser compreendido, deve ser vivenciado na prática.     O trabalho do ator, como todas as artes performáticas, é uma arte de transmissão oral e, portanto, sua totalidade também é inapreensível à palavra escrita. Mesmo que hajam livros e manuais que descrevem determinadas técnicas e como aplicá-las, entre realizar os exercícios a partir de um livro e o conhecimento oraliturizado (MARTINS, 2021) necessário para compreendê-los integralment...

O ator é aquele que sente o que faz

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  Hoje o Abaetê falou essas palavras e eu reflito em cima, pois sinto que responde à pergunta: o que é a essência do trabalho do ator? O ATOR É AQUELE QUE VÊ AQUILO QUE ELE ESTÁ CONTANDO Este, para mim, é o ofício do ator; a capacidade de sentir cada momento do que ele está contando. Se o ator não sentir algo a plateia também não sentirá. A sequência ininterrupta de sentimentos é a essência do arte do ator assim como a sequência de movimentos é a do dançarino e a de sons é a do músico.

Abordagem não disciplinar ou apenas POIESIS

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Seja qual for a abordagem laboratorial que irei fazer, será um processo experimental e gradual. Terei que deixar acontecer o que tiver que acontecer e analisar o que surgir sem preconcepções.  Uma parte analítica será a interação entre os fundamentos de cada campo artístico: Tocar como Ator Tocar como Dançarino Tocar como Malabarista Atuar como Músico Atuar como Dançarino Atuar como Malabarista Dançar como Músico Dançar como Malabarista Dançar com ator Malabariar como Músico Malabariar como Dançarino Malabariar como Ator Evidentemente que isso é uma proposta experimental. Não intenciono usar todos os fundamentos de cada campo artístico, pois isto seria uma pesquisa para a vida toda. Contudo, interessa-me encontrar pontos em que os fundamentos sejam intercambiáveis ao suficiente para serem traduzidos em exercícios práticos. O exemplo de pintar o som é uma forma didática de exemplificar esta abordagem, pois alguns parâmetros do som como intensidade, duração e altura podem ser facilme...

BATAILLE e BOURDIEU - Erotismo entre campos artísticos

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 Tenho me inspirado em dois conceitos que me parecem basilares para a concepção de uma arte integrada: O primeiro é a noção de campo de Pierre BOURDIER que se define como um espaço de luta na sociedade, uma luta por um poder simbólico de determinar quais signos representam melhor um determinado espaço social. Essa noção me parece interessante para definir o que é um campo artístico. Seria um espaço onde os participantes desta expressão determinam por meio de tensionamentos práticos e conceituais o que está dentro e o que está fora desta prática. A questão central aqui é a noção de que os limites desses campos não são estáticos, mas sim sempre sujeitos a tensionamentos e reconfigurações. Esses limites se moldam de acordo com os praticantes dessas expressões artísticas e as suas relações de pertencimento a determinados campos. O segundo é a noção de erotismo de Georges BATAILLE. A relação erótica seria determinada por uma perda das fronteiras, uma dissolução do que entendemos como li...

ACREDITE NO PROCESSO!! - Arte erótica

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  Aestesis é da ordem do erótico. Erótico como algo que atiça os sentidos e provoca um gozo. É algo Dionisíaco. Eu não sei para onde vai esse pensamento, mas me parece que se relaciona com os fundamentos da forma artística que eu almejo e pesquiso: Deixar-se levar pela criação, pelo prazer da criação. Deixar o guia ser eros... O que mais dá prazer na hora de fazer arte?

Campo artístico como "moradia" (Baseado na disciplina "Processos em Residência Artística"

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A imagem acima é uma anotação da primeira aula da disciplina "Processos em Residência Artística" da professora Cecília Mori no PPG-VIS UnB. A disciplina se propõe a pensar a residência como uma  saída da sua "morada" para adentrar outra morada. Comecei a pensar que para estruturar uma arte integrada é preciso que aqueles campos artísticos que não são familiares se tornem familiares. Por exemplo, para mim, o palco é minha casa, é fácil para mim criar neste espaço. A paisagem sonora do violino me é conhecida, criar nela é fácil. Para entrar em outra forma de criação preciso entrar em outra paisagem, outra morada, uma outra residência.  De uma forma quase poética gostaria de pensar os campos artísticos como viagens onde se pode conhecer novos horizontes.     Deixamos de ser quem somos quando vamos para outros mundos? Ou apenas resignificamos o que já sabemos? Para tocar como um ator eu precisei deixar de ser ator? Não, apenas aplicar os fundamentos já conhecidos em um ...

Tocar como um malabarista (ritmos e tempos com a Marcellinha)

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Hoje, após o ensaio de "Fragmentos de uma viagem de papel" estávamos conversando eu e Marcella Romar sobre a forma de composição do meio dos malabares. Ela comentou de uma oficina que ela ministra em que ela parte do corpo realizando ritmos em uma pulsação constante que evolui para uma partitura corporal e por último é adicionado o elemento malabarístico (objeto a ser malabariado). fiquei pensando que esta metodologia, esta forma de pensar composição, pode servir para a integralização dos campos artísticos da perspectiva do malabarista que adentra outros campos. Tomemos a música ou o tocar de um instrumento como exemplo: tocar envolve a realização de movimentos específicos (como o percutir de uma corda, por exemplo) dentro de uma pulsação constante variando ritmicamente a duração e intensidade desse movimento. Também no malabarismo há uma pulsação constante onde movimentos específicos (o jogar de uma bolinha por exemplo), são realizados ritmicamente variando duração e intensi...

Termo de registro de imagem

 Tenho que pedir para os participantes do laboratório assinarem um termo de permissão para registro para fica de pesquisa.  Escrever um modelo abaixo:

Algumas bibliografias de dança

 RENGEL, Lenira. Dicionário Laban. São Paulo: Annablume, 2003. LOBO, Lenora, NAVAS, Cássia. Arte da composição: teatro do movimento. Brasília: LGE Editora, 2008. MARTINS, Leda Maria. Performances do tempo espiralar.

Ideia de formato para a tese

 Em todos os capitulos ter um QRCode com um vídeo de uma aula performance explicando aquele capítulo.

Edição do Dramaturgias toda sobre a relação entre música e teatro

  https://periodicos.unb.br/index.php/dramaturgias/issue/view/733

Reflexões sobre a experiência - Jorge Larrosa

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Uma referência boa para o meu trabalho pode ser Jorge Larrosa no sentido de discutir um conhecimento experiencial. O teatro, ou o que quer que eu esteja propondo como laboratório, é uma prática experiencial. É necessário vivê-la, não basta ler livros ou ver vídeos para apreendê-la. Isso também fala da indefinibilidade do que se está fazendo, isto é, cada experiência será única e nenhuma teoria sobre ela poderá ser homogênea ou universal.     Uma reflexão que ele trás que me agrada é a de separar a experiência do experimento, isto é, definir experiência como algo que nos atravessa e nos transforma e não como uma prática de laboratório que pode ser repetida com as mesmas variáveis. O objetivo da experiência é nos fazer transcender de alguma forma a nossa existência, ressignificar os nossos sentidos de maneira a que a nossa vida seja diferente de agora em diante. Não se trata de apenas um experimento cênico. Isso corrobora com a minha proposta: imersão completa, pois não se trata...

Reflexões sobre a indefinibilidade do que é "teatro"

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  “É preciso, pois, admitir definitivamente que hoje em dia não pode existir teoria científica e globalizante do teatro. Apenas uma multiplicidade de abordagens teóricas diversas que se apliquem à prática do teatro pode circunvalar sua natureza, trazendo cada uma delas uma iluminação diferente, mas sempre limitada. (...) O tearo permanece um sistema flou , dificilmente definível” (FÉRAL, Josette. Além dos limites. p. 14) Tenho que ter sempre em mente que a minha pesquisa é um experimento único cujos desdobramentos teóricos não explicam nem direcionam outros processos criativos teatrais. A própria noção de teatro, segundo Féral, é fluida e de difícil definição, portanto, também o que eu faço tem sua indefinição. Já sei que não preciso definir com uma palavra específica o que eu faço, essa multiexpressão, esse rito por vezes catártico de expressão de estados afetivos por meio de ações de diversidade infinita. Quais ações são teatro e quais não? Uma pergunta impossível de responder j...

Referências sobre Kandinsky

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https://assincronias2025.blogspot.com/2025/04/materiais-kandinsky.html 1- PINTURAS DE KANDINSKY, ANO A ANO https://www.wassilykandinsky.net/ 2- FILMAGEM DE KANDINSKY PINTANDO https://youtu.be/Bc83deRcKMo?si=B2F7ve1Mxm5Cu12C Palestra sobre essa filmagem https://youtu.be/9HuPQXpmypk?si=uUxDAu5snr7Ges5k Texto da palestra  Kandinsky em Performance: Análise de cena do documentário Schaffende Hände (1926), de Hans Cürlis Link: https://www.academia.edu/42204699/Kandinsky_em_Performance_Ana_lise_de_cena_do_documenta_rio_Schaffende_Ha_nde_1926_de_Hans_Cu_rlis 3- NÚMERO ESPECIAL DA REVISTA DRAMATURGIAS SOBRE KANDINSKY LINK: https://periodicos.unb.br/index.php/dramaturgias/issue/view/1638 4- Sons Imaginados: Inscrevendo eventos acústicos em gravuras na obra “Poemas Sem Palavras” de Wassily Kandinsky LINK: https://www.portaleventos.mus.ufba.br/index.php/CBIM_RIdIM-BR/6cbim2021/paper/view/387 

Mais bibliografias...

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LOUPPE, Laurence. Poética da dança contemporânea . Lisboa: Orfeu Negro, 2012. MARTINS, L. M. Performances do tempo espiralar: poética do corpo-tela . Rio de Janeiro: Cobogó, 2021. PASSOS, Eduardo; KASTRUP, Virgínia; ESCÓSSIA, Liliana da (orgs.). Pistas do método da cartografia: pesquisa-intervenção e produção de subjetividade . Porto Alegre: Sulina, 2015.

Anotações de Seminário Avançado de Pesquisa em Artes Cênicas 2

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Enxergar os problemas é a qualidade mais importante do pesquisador. Nietzshe já criticava a valoração da obra de arte baseada no retorno financeiro que ela trás. Quem separou as disciplinas foi a modernidade: iniciando com Hegel em 1870. Ver os cursos de estética de Hegel em que ele explica esse processo. Colonização e modernidade são sinônimos. Portanto, será que a separação das disciplinas é um mecanismo de dominação? Dividir pra conquistar. PEDRÓN, Denise. O que é escrita performativa O conceito de comportamento pré-expressivo de Eugênio Barba pode ser interessante. Paidéia: A formação do homem grego. Fischer-Litche, Erika.  Estética do performativo  Qual é a contribuição que a minha pesquisa trás para o mundo? Para o estado da arte?

Anotações de Dramaturgias Cênicas

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  (Imagem retirada do site:  https://en.matteomascolo.com/post/kandinsky-and-the-dance-of-the-future ) Theoria é o movimento de sair da sua cidade, ir para outro cidade, observar e participar de uma atividade lá, voltar para a cidade de origem e relatar o que se viveu. O theorus era um embaixador. (essa abordagem eu gosto para introduzir as sessões teóricas da tese) O som é invisível, só conhecemos o som a partir do efeito deles Khorismos é o termo grego para a separação: corpo e alma, movimento e som, etc. A multidisciplinaridade na academia é louvada, mas na prática o que temos é a segmentação. Huguito na voz de Constantino: “Não existe nada de novo no teatro nos últimos 2500 anos, o novo é sempre a sua vontade e fé de fazer aquilo denovo”. Dramaturgo : Drama (ação) + Urgos (criador) = aquele que cria a ação. A noção audiovisual consiste no descentramento da palavra como foco principal da cena. Pensar Audiovisualmente é pensar a cena não em volta da palavra, mas...

Ideias após conversa com Márcia Duarte

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  Autodidatismo como metodologia por WO: como se trata de um hibridismo ainda pouco estruturado o autodidatismo pode servir como abordagem pedagógica. Audiovisual talvez seja um termo que precise ser revisto. Era uma terminologia preliminar. O ponto central não é exatamente o termo, mas expressar a necessidade de um princípio unificador dos diversos campos artísticos explorados. Som e movimento foram propostas iniciais. Uma outra possibilidade seria, por exemplo, pensar em composição de ações físicas. Se não sou músicista, mas compreender que cada nota nada mais é do que uma ação física e uma melodia é uma ação física seguida de outra teremos um não músico capaz de realizar uma música. A respiração também pode ser um elemento unificador.

Algumas anotações seminais da pesquisa

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[ ] Som e movimento [ ] Campo multiartistico [ ] Campo multi sensorial [ ] Corpo, movimento, sonoridade [ ] O que é formar atores com amplitude [ ] Fome de mundo que acaba numa cena ampla [ ] Filosofia Vivencial [ ] Criatividade em cena [ ] Música, movimento e palavra falada [ ] Som e movimento : [ ] Qual é o diferencial do hugo? [ ] É a união de todas as. Coisas [ ] Como é que se faz isso de unir? [ ] Porque que tem essa diaconexao entre as áreas [ ] Resumo : [ ] Analisar a base de dados buscando identificar a relação entre som e movimento e os mecanismos de como essa relação se dá. Como desenvolver no interprete a capacidade de união de tudo a partir do som e do movimento? E depois aplicar isso no TEAC de maneira a avaliar a aplicabilidade. [ ] Ritmo e dinamica no espetáculo teatral : Jacyan Castillo [ ] O grande lance é sair da música e ir pro som.

Reflexão e sobre a necessidade de entendimento da cena

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 "When traditional storytelling is abandoned, an essential aspect of theater is done away with. The purpose of eliminating narration is not to replace it with anything else; that would be impossible. Narration is simply erased as a generating or determining force. Confusingly, narrative stories may be present, but they are often just one or more elements along with or beneath the real message. But they are not the dominant carrier any longer. It is very difficult to discuss whether art has to be “understandable.” Incomprehensibility is often simply the blurring of the line between intention and pretension, between the magic of not telling everything (leaving room for the spectator’s fantasy) and a failure to communicate." (SALZMAN, Eric & DESI, Thomas. 2008. p.85)  Essa é a questão que me deparo quando faço improvisações: o entendimento lógico-narrativo da cena é necessário? Ou será que a arte da cena (ou do ator) pode refletir apenas emoções puras como a música instrumen...

Qual cultura alimenta a minha arte?

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 A forma teatral que produzimos é uma representação da sociedade e da cultura em que vivemos. Qual é a cultura que eu vivo? Qual é a sociedade que eu vivo? Em uma sociedade globalizada, na qual eu tenho acesso a tantas diferentes formas culturais, quais são as que influenciam o meu fazer?     Obviamente o Hugo é uma delas. A cultura brasiliense de teatro-dança. Também a música "experimental" ou até mesmo a clássica por meio das aulas na escola de música. A capoeira angola como comunidade, marcialidade, expressão e forma de ver o mundo. E o Dhamma, o ZEN, a ideia de que o fazer artístico é um caminho para a libertação e paz interiores. Também a atitude de auto-pesquisa contínua, de aprimoramento constante das minhas habilidades e vivências. E a cultura acadêmica, herança familiar e também institucional. Todas essas são embriões conceituais das influências culturais que me moldam.

Música sem teatro não é um conceito comum nas culturas humanas

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      "Contemporary music theater is also sometimes regarded as experimental music theater and is itself an experimental art form par excellence because, among other things, it offers new perspectives on what music is. Most cultures do not have a strong concept of pure music as separate from other arts and other aspects of human social life; many, perhaps most, musical cultures are therefore more or less theatrical. To invent music theater as an artistic experiment is only a way of reinventing the oldest forms of musical practice. In this sense, every new work of nontraditional music theater becomes an experiment in how music is used and even defined in a performance context" (SALZMAN, Eric & DESI, Thomas. 2008. p.52)      Isso corrobora a minha teoria junto com Kofi Agawu (2007) de que música e teatro são intimamente interligados desde os tempos primórdios. Nesse sentido o que estou propondo é de reassumir essa característica, rejeitando a tendência se...

Artista e Co-Artista: porque distinguir o som expressivo do não-expressivo

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O que me interessa na distinção que elaborei ente som expressivo e som não expressivo é a relação humana entre o artista e os seus co-artistas (isso também pode ser uma categoria interessante, vou falar dela mais adiante). O som não expressivo, isto é, o som que uma vez foi expressivo, mas que foi registrado e é produzido autonomamente por algum dispositivo tecnológico não biológico, não gera uma relação distanciada dos afetos entre artista e co-artista. Enquanto o que eu chamo de som expressivo necessariamente estabelece uma relação afetuosa entre todos os participantes do evento cultural em questão. Não se trata de fazer um juízo de valor entre as duas produções sonoras, mas sim de enfatizar uma escolha estética: escolher artifícios que promovam uma interação afetuosa compactuada entre os participantes do ato artístico independentemente se o seu papel é de proponente desse ato (os artistas) ou de comparsa (os que, tradicionalmente, foram chamados de espetadores). O esforço de integra...

Fichamento de "O TAO do Jeet Kune Do" de Bruce Lee

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Sobre Bruce Lee no Podcast "History on Fire" parte 1 Sobre Bruce Lee no Podcast "History on Fire" Parte 2 Sinto que esse capítulo introdutório tem várias pérolas para a minha tese. Não apenas fundamentos que dizem respeito à não formatação (que, no meu caso, tem a ver com a não delimitação da atividade artística a um campo determinado), mas também a abordagens diversas sobre a busca artística e o fazer artístico. Conceitos como "a ação sem atuador" e a descoberta contínua são fundantes do pensamento que estou desenvolvendo. BRUCE, Lee. *O TAO do Jeet Kune Do*. Veneta: São Paulo, 2016.  __________________________ "Este livro é dedicado ao artista livre e criativo. Tome o que lhe for útil e desenvolva" (Epígrafe) "O que é mais flexível não se quebra" (p.19) "O importante é o realizar, não as realizações. Não há o ator, mas a ação. Não há aquele que experimenta, mas a experiência." (p.19) "A arte atinge seu pico quando se es...

Não faço teatro, faço circo.... ou será outra coisa?

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 Por 20 anos eu achei que eu fizesse teatro. Uma ilusão compreensível considerando que me formei no bacharelado em interpretação teatral, fundei uma companhia cujo nome do meio é "teatral" (Agrupação Teatral Amacaca) e passei os últimos 15 anos me apresentando em diversos espetáculos em espaços teatrais convencionais (palcos italianos fechados). Contudo, venho percebendo ao longo do tempo que a comunidade dos fazedores de teatro tem uma visão bastante restrita do que é o teatro. Essa visão é um resultado da separação dos campos artísticos em disciplinas especializadas que dificultam a classificação de produções artísticas híbridas.       Para a grande maioria da comunidade teatral, fazer teatro significa "atuar" preferencialmente falando um texto e tendo como base a construção de uma ou mais personagens. Evidentemente que o teatro pós-dramático possibilita que se faça teatro de diversas formas, porém continua sendo perceptível a dificuldade de classificação de u...

Epígrafe do Bruce Lee - é isso que eu quero para a minha tese

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 "Este livro é dedicado ao artista livre e criativo. Tome o que lhe for útil e desenvolva" (BRUCE, Lee. *O TAO do Jeet Kune Do*. Veneta: São Paulo, 2016. Epígrafe) "A arte nunca é decoração, ornamento. Ela é um trabalho de esclarescimento. A arte, em outras palavras, é uma técnica para adquirir liberdade" (p.20)