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Mostrando postagens com o rótulo Bibliografias

BATAILLE e BOURDIEU - Erotismo entre campos artísticos

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 Tenho me inspirado em dois conceitos que me parecem basilares para a concepção de uma arte integrada: O primeiro é a noção de campo de Pierre BOURDIER que se define como um espaço de luta na sociedade, uma luta por um poder simbólico de determinar quais signos representam melhor um determinado espaço social. Essa noção me parece interessante para definir o que é um campo artístico. Seria um espaço onde os participantes desta expressão determinam por meio de tensionamentos práticos e conceituais o que está dentro e o que está fora desta prática. A questão central aqui é a noção de que os limites desses campos não são estáticos, mas sim sempre sujeitos a tensionamentos e reconfigurações. Esses limites se moldam de acordo com os praticantes dessas expressões artísticas e as suas relações de pertencimento a determinados campos. O segundo é a noção de erotismo de Georges BATAILLE. A relação erótica seria determinada por uma perda das fronteiras, uma dissolução do que entendemos como li...

Algumas bibliografias de dança

 RENGEL, Lenira. Dicionário Laban. São Paulo: Annablume, 2003. LOBO, Lenora, NAVAS, Cássia. Arte da composição: teatro do movimento. Brasília: LGE Editora, 2008. MARTINS, Leda Maria. Performances do tempo espiralar.

Reflexões sobre a indefinibilidade do que é "teatro"

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  “É preciso, pois, admitir definitivamente que hoje em dia não pode existir teoria científica e globalizante do teatro. Apenas uma multiplicidade de abordagens teóricas diversas que se apliquem à prática do teatro pode circunvalar sua natureza, trazendo cada uma delas uma iluminação diferente, mas sempre limitada. (...) O tearo permanece um sistema flou , dificilmente definível” (FÉRAL, Josette. Além dos limites. p. 14) Tenho que ter sempre em mente que a minha pesquisa é um experimento único cujos desdobramentos teóricos não explicam nem direcionam outros processos criativos teatrais. A própria noção de teatro, segundo Féral, é fluida e de difícil definição, portanto, também o que eu faço tem sua indefinição. Já sei que não preciso definir com uma palavra específica o que eu faço, essa multiexpressão, esse rito por vezes catártico de expressão de estados afetivos por meio de ações de diversidade infinita. Quais ações são teatro e quais não? Uma pergunta impossível de responder j...

Referências sobre Kandinsky

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https://assincronias2025.blogspot.com/2025/04/materiais-kandinsky.html 1- PINTURAS DE KANDINSKY, ANO A ANO https://www.wassilykandinsky.net/ 2- FILMAGEM DE KANDINSKY PINTANDO https://youtu.be/Bc83deRcKMo?si=B2F7ve1Mxm5Cu12C Palestra sobre essa filmagem https://youtu.be/9HuPQXpmypk?si=uUxDAu5snr7Ges5k Texto da palestra  Kandinsky em Performance: Análise de cena do documentário Schaffende Hände (1926), de Hans Cürlis Link: https://www.academia.edu/42204699/Kandinsky_em_Performance_Ana_lise_de_cena_do_documenta_rio_Schaffende_Ha_nde_1926_de_Hans_Cu_rlis 3- NÚMERO ESPECIAL DA REVISTA DRAMATURGIAS SOBRE KANDINSKY LINK: https://periodicos.unb.br/index.php/dramaturgias/issue/view/1638 4- Sons Imaginados: Inscrevendo eventos acústicos em gravuras na obra “Poemas Sem Palavras” de Wassily Kandinsky LINK: https://www.portaleventos.mus.ufba.br/index.php/CBIM_RIdIM-BR/6cbim2021/paper/view/387 

Mais bibliografias...

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LOUPPE, Laurence. Poética da dança contemporânea . Lisboa: Orfeu Negro, 2012. MARTINS, L. M. Performances do tempo espiralar: poética do corpo-tela . Rio de Janeiro: Cobogó, 2021. PASSOS, Eduardo; KASTRUP, Virgínia; ESCÓSSIA, Liliana da (orgs.). Pistas do método da cartografia: pesquisa-intervenção e produção de subjetividade . Porto Alegre: Sulina, 2015.

Anotações de Seminário Avançado de Pesquisa em Artes Cênicas 2

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Enxergar os problemas é a qualidade mais importante do pesquisador. Nietzshe já criticava a valoração da obra de arte baseada no retorno financeiro que ela trás. Quem separou as disciplinas foi a modernidade: iniciando com Hegel em 1870. Ver os cursos de estética de Hegel em que ele explica esse processo. Colonização e modernidade são sinônimos. Portanto, será que a separação das disciplinas é um mecanismo de dominação? Dividir pra conquistar. PEDRÓN, Denise. O que é escrita performativa O conceito de comportamento pré-expressivo de Eugênio Barba pode ser interessante. Paidéia: A formação do homem grego. Fischer-Litche, Erika.  Estética do performativo  Qual é a contribuição que a minha pesquisa trás para o mundo? Para o estado da arte?

Homo Ludens - Conceito talvez interessante

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HOMO LUDENS de Johan Huizinga pode ser uma referência importante para a pesquisa: Homo Ludens é um conceito desenvolvido pelo historiador e filósofo Johan Huizinga em seu livro homônimo, publicado em 1938. O termo, que significa “homem que joga”, propõe que o jogo é uma atividade fundamental na cultura humana, influenciando não apenas o entretenimento, mas também a arte, a religião e a vida social. Huizinga argumenta que o ato de jogar é uma forma de expressão que transcende a mera diversão, sendo uma parte essencial da experiência humana.

Duas citações sobre a multiplicidade dos artistas do teatro musical

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Do fichamento do artigo: REBELO E CARVALHO, Diogo. Multiperformance em espetáculos cênico-musicais - Reflexões sobre o papel do intérprete nas interfaces entre música e teatro e sua importância para o desenvolvimento e realização da obra no teatro amador. Disponível em:   https://seer.unirio.br/simpom/article/view/12484  “enquanto na ópera —e até mesmo na música vocal camerística5—os intérpretes tendem a ser mais especialistas, focando, sim, a atuação dramática, mas acima de tudo o canto, no teatro musical há uma preocupação —ou, atualmente, quase uma obrigação —em ser múltiplo, generalista, cantando, atuando, dançando, tocando instrumentos musicais, entre outros” (p.73) “Para Mervan-Roux, uma importante característica do teatro amador, é, ainda, o fato de, diferente do que acontece no teatro profissional, não apresentar uma separação social entre os artistas e o público, já que, em geral, é esperado que a maioria dos artistas de teatro amador se familiarize com as pessoas que...

Matéria, Forma, Corporeidade e "Corpo-Obra-de-Arte"

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Reflexões sobre o texto:  ALMEIDA, Márcia. *Arte Coreográfica: plasticidade corporal e conhecimento sensível*. in: ALMEIDA, Márcia (org.) A cena em Foco: artes coreográficas em tempos líquidos. Editora IFB: Brasília, 2015. "Mais precisamente, discorrerei sobre a implicação dinâmica entre matéria (dançarino) e forma (movimentos dançados) da corporeidade. Primeiramente pelos afetos sensíveis da relação da pessoa com o ambiente. E, em segundo lugar, pela forma processada na execução da dança, na Arte Coreográfica, dada à corporeidade (a soma da matéria mais a forma) que se transforma em Corpo-Obra-de-Arte." (p.92-93) Achei bem interessante essa noção tanto de "Corpo-Obra-de-Arte" quanto a definição de corporeidade como a junção da matéria com a forma. Fiquei me perguntando como seria isso para a minha pesquisa, onde a matéria é o corpo do artista, mas também os objetos e instrumentos que ele manuseia e a forma é tanto o movimento quanto o som (seja ele provocado pela v...

A Câmera Lenta e a integralidade do corpo

 Me parece que a ideia de corpo sem orgãos de que eu estou falando tem uma aplicação prática na integralidade do corpo proposto pelo Hugo na câmera lenta. O corpo que age todo junto, sem partes. Mesmo quando essas partes estão agindo em dissonância umas com as outras, a consciência do movimento tem que ser integral. Talvez seja interessante utilizar Movimento Total  de José Gil para discutir essa questão.

Reflexões sobre CAMPO AMPLIADO (KRAUSS, Rosalind)

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 Reflexões sobre Campo Ampliado inspiradas pelo artigo A escultura no campo expandido  de Rosalind Krauss.  Disponível em: https://revistas.ufrj.br/index.php/ae/article/view/52118 No artigo, Krauss explica a historicidade da conceituação do que é a escultura. Primeiramente na sua função monumental, em seguida definida como entre as negatividades (imagem abaixo) e por fim na proposta pós-modernista. Entre as negatividades (p.133):  Como seria na minha pesquisa? Entre campos: Proposta pós-modernista: "Com relação à prática individual, é fácil perceber que muitos dos artistas em questão se viram ocupando, sucessivamente, diferentes lugares dentro do campo ampliado. Apesar de a experiência desse campo sugerir que a recolocação contínua de energia é totalmente lógica, a crítica de arte, ainda servil ao sistema modernista, tem duvidado desse movimento, chamando-o de eclético. A suspeita de uma trajetória artística que se move contínua e desordenadamente além da área da ...

Bibliografia de Sound Studies Estendida

  ALTMAN, Rick (org.).  Sound Theory / Sound Practice . New York: Routledge, 1992. IHDE, Don.    Listening and Voice: Phenomenologies of sound.   Athens: Ohio University Press,1974. Link: https://grrrr.org/data/edu/20110509-cascone/Idhe_listening_voice_phenomenologies.pdf KAHN, Douglas.  Noise, water, meat: a history of sound in the arts . Cambridge: MIT Press, 1999. MURRAY SCHAFER, Raymond.  O Ouvido Pensante . São Paulo:UNESP, 2013. MURRAY SCHAFER, Raymond.  A Afinação do Mundo.  São Paulo: UNESP, 2013. MURRAY SCHAFER, Raymond.  Educação Sonora.  São Paulo: Melhoramentos, 2011. CHION, Michel.  A Audiovisão: som e imagem no cinema . Lisboa: Edições Texto & Grafia, 2011. ERLMANN, V.  Hearing Cultures: Essays on Sound, Listening, and Modernity.  New York: Berg, 2004. KANE, Brian.  Sound Unseen. Acousmatic Sound in Theory and Practice.  New York: Oxford Univ. Press, 2014. PINCH, Trevor.  The Oxford Handboo...

Orientação, Livros e referências sobre musicalidade e teatro para este semestre (2/2024)

Orientação para este primeiro semestre: Fazer levantamento bibliográfico sobre interdisciplinaridade artística. Palavras chave: Sound Studies Campo expandido - Campo artístico expandido (Rosalind Krauss) Interarte Multi-arte Multi-performance Música e teatro etc... Fazer cronograma de leituras para este semestre. Fazer mapeamento dos congressos da ABRACE e já me planejar para participar. Fazer mapeamento das revistas e das datas de abertura para publicação. Revistas principais: Moringa (Paraíba) Estudos da Presença Urdimento (UDESC) Bibliografia sobre musicalidade e teatro para este semestre: 1- ROESNER, David. Musicality in Theatre: Music as Model, Method and Metaphor in Theatre-Making . Farnham: Ashgate, 2014. 2- BROWN, Ross. Sound. A Reader in Theatre Practice . New York: Palgrave Macmillan, 2010. 3- BROWN, Ross. Sound Effect. The Theatre We Hear . London: Bloomsbury Methuen Drama, 2020. 4- SALZMAN, Eric & DESI, Thomas. The New Music Theater Seeing the Voice, Hearing the Body ....