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Homo Ludens - Conceito talvez interessante

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HOMO LUDENS de Johan Huizinga pode ser uma referência importante para a pesquisa: Homo Ludens é um conceito desenvolvido pelo historiador e filósofo Johan Huizinga em seu livro homônimo, publicado em 1938. O termo, que significa “homem que joga”, propõe que o jogo é uma atividade fundamental na cultura humana, influenciando não apenas o entretenimento, mas também a arte, a religião e a vida social. Huizinga argumenta que o ato de jogar é uma forma de expressão que transcende a mera diversão, sendo uma parte essencial da experiência humana.

Duas citações sobre a multiplicidade dos artistas do teatro musical

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Do fichamento do artigo: REBELO E CARVALHO, Diogo. Multiperformance em espetáculos cênico-musicais - Reflexões sobre o papel do intérprete nas interfaces entre música e teatro e sua importância para o desenvolvimento e realização da obra no teatro amador. Disponível em:   https://seer.unirio.br/simpom/article/view/12484  “enquanto na ópera —e até mesmo na música vocal camerística5—os intérpretes tendem a ser mais especialistas, focando, sim, a atuação dramática, mas acima de tudo o canto, no teatro musical há uma preocupação —ou, atualmente, quase uma obrigação —em ser múltiplo, generalista, cantando, atuando, dançando, tocando instrumentos musicais, entre outros” (p.73) “Para Mervan-Roux, uma importante característica do teatro amador, é, ainda, o fato de, diferente do que acontece no teatro profissional, não apresentar uma separação social entre os artistas e o público, já que, em geral, é esperado que a maioria dos artistas de teatro amador se familiarize com as pessoas que...

Sobre a não separação dos campos artísticos quando da perspectiva do artista

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Se tentarmos definir com detalhamento os limites de cada campo artístico perceberemos o seu caráter arbitrário. Por exemplo, podemos dizer que a dança é a arte do movimento. Pois bem, então o que seria a música? Poderiam me dizer que é a arte do som. Contudo, como fazer som sem movimento? Ou então, como realizar qualquer movimento sem som? O musicista, para tocar seu instrumento necessariamente tem que dançar. Evidentemente que a sua dança tem um objetivo específico que não é o movimento em si, mas a sonoridade que aquele movimento provoca (isso não exclui os cantores, pois cantar movimenta diversas partes do corpo). Também para o ator temos a mesma dinâmica. Seria a arte do ator a "atuação", a "interpretação" ou "representação"? Em qualquer um dos casos acima seria necessário tanto mover-se quanto fazer sons para atuar, interpretar ou representar. Estaria o ator invadindo o campo da dança porque ele se move em cena? O fato é que, do ponto de vista de quem...

Matéria, Forma, Corporeidade e "Corpo-Obra-de-Arte"

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Reflexões sobre o texto:  ALMEIDA, Márcia. *Arte Coreográfica: plasticidade corporal e conhecimento sensível*. in: ALMEIDA, Márcia (org.) A cena em Foco: artes coreográficas em tempos líquidos. Editora IFB: Brasília, 2015. "Mais precisamente, discorrerei sobre a implicação dinâmica entre matéria (dançarino) e forma (movimentos dançados) da corporeidade. Primeiramente pelos afetos sensíveis da relação da pessoa com o ambiente. E, em segundo lugar, pela forma processada na execução da dança, na Arte Coreográfica, dada à corporeidade (a soma da matéria mais a forma) que se transforma em Corpo-Obra-de-Arte." (p.92-93) Achei bem interessante essa noção tanto de "Corpo-Obra-de-Arte" quanto a definição de corporeidade como a junção da matéria com a forma. Fiquei me perguntando como seria isso para a minha pesquisa, onde a matéria é o corpo do artista, mas também os objetos e instrumentos que ele manuseia e a forma é tanto o movimento quanto o som (seja ele provocado pela v...

Arte Não-liminar e Estado Alterado

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  "Por "espetacular" é necessário compreender um modo de ser, de se comportar, de se mover, de falar, de cantar e de se adornar que contrasta com as atividades banais da vida cotidiana ou que as enriquece e lhes dá sentido" (VELOSO, Graça, Pedagogias, cenas singulares, pluriepistemologias. p.54)      Essa é uma noção liminar de espetacularidade. Eu me interesso pelas artes não-liminares (termo que talvez eu esteja cunhando) isto é, artes que invadem a vida cotidiana a ponto de não haver mais diferença entre o modo de ser dentro ou fora da liminaridade. Um guerreiro é um guerreiro sempre (como Musashi tomando chá como um rude guerreiro), mesmo quando não está lutando. Para mim, ser um ator, dançarino, malabarista, artista ou músico (ou tudo ao mesmo tempo) é um modo de vida, é uma corporalidade que invade as atividades "banais" do meu cotidiano. E isso é um resultado do borramento de fronteiras disciplinares e artísticas. Quando borramos fronteira entre as ...

Algumas inspirações gerais para a pesquisa

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 Retiradas da aula de Etnocenologia do dia 28/08/2025 com o professor Graça Veloso. Escreva com afeto, com poesia, pesquisar com afeto. Minha trajetória na pesquisa é tão importante quanto os pesquisados. As regras são sempre as daquela manifestação específica. Como é isso para minha pesquisa? Será que criaremos um léxico próprio? Isso pode ser interessante: estruturar a tese conforme o que criarmos juntes. Deixar que os participantes criem o léxico e definam o que é que fazemos. É impossível ignorar uma realidade que em um capitalismo brutal por detrás de tudo. O QUE IMPORTA SÃO OS AFETOS. O doutorado é só um título.

Sobre definir o que eu faço. Será arte? Será vida? Será outra coisa? Será que precisa ser definido?

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As lucubrações a seguir foram inspiradas na leitura do texto "Etnocenologia, Manifesto".     Talvez o que eu faça não precise ser definido. Será teatro? Será circo? Performance? Criação? Poiesis? Não importa. Como o Dhamma, o que mais interessa é que os praticantes consigam entender os fundamentos do que se está fazendo. E quais são os objetivos de se aprender esses fundamentos. Para mim, os fundamentos são a técnica muscular revisada para incluir a prática sonora. E o objetivo é o desenvolvimento da obra final (não a produção artística, que para mim é apenas um subproduto, mas o desenvolvimento do ser humano que a pratica. A obra final não precisa ser categorizada, pois esta técnica pode ser usada para muitas finalidades artísticas ou não. Praticando esses fundamentos técnicos é possível criar obras teatrais, circences, danças, ritos, pinturas, criações de todo tipo e não apenas "obras", isto é, produtos artísticos. O desenvolvimento dessas práticas tem um objetivo...

Nada é mais importante do que minha trajetória singular e pessoal

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Pense rápido em um artista e depois na primeira memória que você tem de teatro.      Artista: Buda     Memória: com 7 anos de idade, eu, em uma peça do colégio onde se apresentavam os deuses do olimpo. Por acaso eu era Dionísio, com uma toga branca e um cacho de uvas. -------------------------------------------------------------------------------- Primeira aula de Etnocenologia. O companheiro de sabença, Graça Veloso fez algumas provocações interessantes:     Nada é mais importante para a minha pesquisa do que a minha trajetória singular Por isso eu escolho trabalhar com a Técnica Muscular. E essa trajetória é ficcionada a cada momento. Uma das ficções que eu criei foi a do Mestre que o Hugo representa para mim. E da ideia de tradição desta técnica que eu pretendo manter, desenvolver e passar adiante. -------------------------------------------------------------- Os critérios de avaliação da disciplina:

Reflexões sobre Capítulo II de Jorge Dubatti “O teatro dos Mortos”

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  Reflexões sobre Capítulo II de Jorge Dubatti “O teatro dos Mortos” Talvez seja melhor usar o termo Teatro em vem de Artes Cênicas afinal de contas. Também é um termo que me apaixona mais. Devo aceitar que as teorias que eu propuz são territorializadas. Por isso, o que faço também é uma cartografia do território específico de Brasília na tradição (que agora parece que começa a se estabelecer como uma tradição) da linguagem de Hugo Rodas. Ainda que essa linguagem não seja muito bem definida, ela de fato tem uma cara que é inconfundível: câmera lenta, fotos, espetacularidade, abordagem política da dramaturgia e visceralidade da performance teatral são apenas algumas das partes mais visíveis dessa tradição. Não tem nada de errado em formular teorias que são localizadas, que não são universais. Aliás, talvez seja desonesto tentar pensar em teorias universais uma vez que eu não tenho acesso à praxis teatral de outros lugares que não a minha experiência própria. Poiesis ...

Cartografia do futuro da pesquisa

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Rizoma Cartográfico Musicado da pesquisa

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Na disciplina de Seminário de Pesquisa em Artes Cênicas 2, ministrada pela Prof. Luciana Dias, foi-nos proposto um exercício de cartografia em que tínhamos que pensar a nossa pesquisa de uma forma diferente. O usual seria fazer como um diagrama ou obra visual poética articulando 5 palavras-chave da pesquisa, mas a Luciana sugeriu que alguém musicasse a sua pesquisa. Eu me inspirei muito nessa proposição e decidi encarar o desafio. Cheguei em casa e passei 3 horas em frente ao piano musicando a minha pesquisa. O resultado foi a cena abaixo registrada em vídeo: https://youtu.be/MN4cpjY9JEE Durante a aula, passamos cerca de 90 minutos criando a versão visual da cartografia da pesquisa, cujo resultado está fotografado abaixo.

Sobre o trabalho com os extremos

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O artista que entender os extremos também compreenderá o que está entre esses extremos, já o contrário não é necessariamente verdadeiro. Cheguei nessa frase a partir da análise de uma aula do Hugo em que ele trabalhava os andamentos rapidíssimo e pausa alternando bruscamente entre eles. Também trabalha a câmera lenta bastante. Se pensarmos nesses três andamentos temos as propostas mais distantes possíveis do andamento cotidiano. Percebo que isso é uma estratégia pedagógica intencional para o domínio do movimento. Para todos os parâmetros do movimento também temos uma gradação entre as possibilidades extremas. Dominar um parâmetro do movimento passa não apenas por dominar os extremos, mas também descobrir primeiro quais são os extremos que o meu corpo consegue chegar. Se não conhecemos os extremos como saberemos o que é o nosso meio? Muitas vezes o artista pensa que está no extremo, mas, em realidade, a inércia do seu corpo o está impedindo de alcançar um lugar ainda mais extremo. Por e...

Proposta Sonora Integrada para o laboratório

 Estive pensando que, para que o experimento seja de fato integrado entre som e movimento, é preciso que haja sempre alguém propondo sonoridades (mesmo que em determinados momentos a proposta seja silêncio). Para tanto penso que a estrutura das aulas do TEAC Huguianas serve bem para isso (que no fundo é a estrutura da capoeira - a banda está sempre presente, não se joga capoeira sem música). Porém, diferentemente das aulas em que um músico, normalmente o Marcus, ficava o tempo todo e em todos os encontros propondo musicalidade, faríamos um rodízio desse papel, assim como na roda de capoeira em que os instrumentos continuam a tocar sem parar a roda, mas os tocadores trocam.     Para que isso funcione é necessário que o musicista tenha também uma base sob a qual trabalhar, mesmo que ele vá tocar como um artista cênico e não necessariamente como um musicista apenas. Há algumas formas de estabelecer isso: Ele pode explorar os parâmetros do som Ele pode explorar variações sobr...

Orientações para o artigo final de Dramaturgias Cênicas

Exemplos de artigos realizados por alunos em outros anos desta disciplina  https://periodicos.unb.br/index.php/dramaturgias/article/view/58412/42677

Feedback da prof. Luciana Dias sobre meu trabalho e retorno da turma em forma cartográfica

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  Caro Café, Após sua apresentação e a lida atenta do material mais recente enviado, intitulado  “Material para Debate Seminário 2” , e considerando também os documentos anteriores, especialmente o  Projeto , organizo abaixo minha leitura segundo alguns critérios de avaliação adotados nesta etapa da disciplina. Mas é aquilo, vc já tem muita clareza do que fazer e como, então minhas sugestões serão, no geral, pontuais, sem grandes reformulações — oque é um elogio, mas também um desafio:  o que mais vc pode me entregar no trabalho final para mostrar um avanço na pesquisa : o capítulo (que está mais adiantado e delineado) 100% pronto? A introdução com um esqueleto que defina tão bem quanto o um o capítulo 2 ou 3?  O desafio está lançado rsrs Bem, vamos lá! 1. Clareza e coerência do tema O tema central — a  Poiesis Cênica Multissensorial  — está bem delineado. Você propõe investigar uma abordagem integrada entre sonoridade e movimento para a criação e...