Uma referência boa para o meu trabalho pode ser Jorge Larrosa no sentido de discutir um conhecimento experiencial. O teatro, ou o que quer que eu esteja propondo como laboratório, é uma prática experiencial. É necessário vivê-la, não basta ler livros ou ver vídeos para apreendê-la. Isso também fala da indefinibilidade do que se está fazendo, isto é, cada experiência será única e nenhuma teoria sobre ela poderá ser homogênea ou universal. Uma reflexão que ele trás que me agrada é a de separar a experiência do experimento, isto é, definir experiência como algo que nos atravessa e nos transforma e não como uma prática de laboratório que pode ser repetida com as mesmas variáveis. O objetivo da experiência é nos fazer transcender de alguma forma a nossa existência, ressignificar os nossos sentidos de maneira a que a nossa vida seja diferente de agora em diante. Não se trata de apenas um experimento cênico. Isso corrobora com a minha proposta: imersão completa, pois não se trata...
Retiradas da aula de Etnocenologia do dia 28/08/2025 com o professor Graça Veloso. Escreva com afeto, com poesia, pesquisar com afeto. Minha trajetória na pesquisa é tão importante quanto os pesquisados. As regras são sempre as daquela manifestação específica. Como é isso para minha pesquisa? Será que criaremos um léxico próprio? Isso pode ser interessante: estruturar a tese conforme o que criarmos juntes. Deixar que os participantes criem o léxico e definam o que é que fazemos. É impossível ignorar uma realidade que em um capitalismo brutal por detrás de tudo. O QUE IMPORTA SÃO OS AFETOS. O doutorado é só um título.
Queria pesquisar esse experimento de Kandinsky com o pintar a partir do som, pois me parece um exemplo do que mais me interessa nesta pesquisa que é uma certa interdisciplinaridade entre os campos artísticos. Contudo, me pergunto de o que Kandinsky fez é uma interdisciplinaridade, pois ele não aplica uma metodologia da produção sonora para produzir uma visualidade, mas sim traduziu em imagem uma experiência sonora. Contudo, fiz um exercício parecido com esse em uma aula do TEAC em que pedi para que os estudantes realizassem seus movimentos a partir dos sons da sala. Essa abordagem é mais parecida com a de Kandinsky. Então me parece que há algumas formas de trabalhar com som e movimento: - Interdisciplinarmente (NICOLESCU): utilizando uma metodologia da música para a criação do movimento. Ou então utilizar uma metodologia do movimento (Dança) para produzir som. Contudo, me parece que Kandinsky também usava interdisciplinarmente quando pensa na tela como uma partitura sonora...
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